Prof. Dr. Antonio Alexandre Bispo
ACADEMIA
BRASIL-EUROPA
ANAIS
COLONIALISMO E POST COLONIALISM
Estudos Culturais e Musicologia
SEMINÁRIO
UNIVERSIDADE DE COLONIA
2005/06
em sequência a colóquio no Istituto Euromediterraneo di Tempio Pausania 2006 e a reflexões sobre Pós-Culturalismo, Imigração e Identidade no Congresso de Estudos Euro-Brasileiros da ABE/ISMPS no Rio Grande do Sul em 2002. Seminario preparatório de ciclo de estudos em Rajasthan/Índia 2006
Colonialismo e Post Colonialism sob o aspecto dos estudos culturais e musicológicos em contextos globais foi assunto tratado em seminário no Instituto de Musicologia da Universidade de Colonia em 2005/06. O seminário foi realizado por iniciativa da Academia Brasil-Europa/ISMPS, devendo dar continuidade a trabalhos e eventos anteriormente realizados e preparar um ciclo de estudos na Índia.
Partiu-se, no seminário, de temas tratados no Congresso Internacional de Estudos Euro-Brasileiros realizado no Rio Grande do Sul dm 2002 e que contou com a participação de docentes e estudantes das universidades de Bonn e Colonia. Os temas e os resultados dos diálogos deviam ser comentados e considerados com estudantes alemães que não tinham podido dele participar. Os estudos, aportes, questionamentos e os problemas considerados na região marcada pela colonização alemã da Serra Gaúcha deviam constituir ponto de partida para reflexões, sendo considerados, comentados e discutidos. Os debates deviam ser conduzidos a partir de abordagens, concepções e tendências do pensamento teórico atual.
Problemas de termos e conceitos
Partindo de posições e situações desse determinado contexto regional - o da colonização alemã no Rio Grande do Sul - os participantes do seminário deviam discutir questões relacionadas com imigrações e identidade cultural, assim como o papel neles desempenhado pela música, dança, teatro e outras expressões artísticas. As reflexões deviam trazer à consciência a necessidade de exames mais diferenciados de processos identificatórios na etnomusicologia nas suas relações com estudos histórico-musicais.
Devia-se salientar o necessário cuidado que se deve tomar no emprêgo do conceito de identidade nos estudos culturais. Como se evidencia em discursos identitários de orientação política de um nacionalismo populista na Europa, o termo identidade em estudos culturais pode encobrir um conceito de cultura baseado em vínculos de descendência ou linhagem, étnicos ou mesmo raciais, por assim dizer concepções povísticas (völkisch). Essa compreensão do termo não surge como adequada para o estudo de situações marcadas por diversidade social e cultural, como aquela de grandes metrópoles. Também não é adequada para a análise de processos mundializadores da atualidade. O uso indiferenciado do conceito pode relacionar-se com concepcões culturais de ideários políticos que pareciam ter sido há muito ultrapassadas.
Essa problemática, de atualidade na Alemanha, devia ser considerada em particular nos estudos coloniais, também naqueles relacionados com a música, tanto históricos como etnomusicológicos. Cuidados diferenciadores deviam ser tomados também com relação ao conceito de etnopluralismo. O termo pode, em princíipio, corresponder corresponder de forma adequada à situação de diversidade cultural da atualidade, em particular de contextos urbanos e metropolitanos. O etnopluralismo pode porém ser também compreendido no sentido de pluralidade de culturas definidas segundo critérios étnicos, ou de culturas nacionais compreendidas a partir de princípios descendência e elos étnico-culturais ou raciais.
Uma história da música em contextos globais e uma etnomusicologia que considere processos históricos necessitam ser conduzidas de forma refletida quanto ao emprêgo de termos que podem ter sentidos ambivalentes e implicações políticas, como é o caso dos conceitos de identidade e de etnopluralismo. As reflexões encetadas no seminário de 2005/6 deviam ssr retomadas em 2007 no âmbito de seminário dedicado a relações entre a pesquisa musicológica e a política na América Latina.
A consideração da história das colonizações em diferentes contextos e épocas e o debate atual sobre o pós-colonialismo deviam motivar os estudantes alemães para o estudo da política colonial da Alemanha no passado e de suas colonias em diferentes regiões do globo As suas consequências deviam ser tratadas a partir de situações pós-coloniais. Uma particular atenção devia ser dada à Namíbia. Esses estudos complementariam, em contexto global, aqueles do Congresso de Estudos Euro-Brasileiros em regiões de colonização alemã no sul do Brasil.
Colonizações e colonias na história cultural
Introdutoriamente, foram lembrados alguns aspectos da história das colonizações no decorrer dos séculos. Trouxe-se à consciência de que a fundação de colônias marcou a história da humanidade desde as mais remotas épocas. Lembrou-se da colonização grega no Mediterrâneo – a Magna Grécia – e o seu signifiado para o Ocidente.
A música, a prática musical, assim como a difusão de concepções de música estreitamente vinculadas com um edifício de visões do mundo e do homem sempre desempenharam um papel importante na fundação e no desenvolvimento de colonias. A música permitiu em linhas gerais a manutenção de vínculos emocionais às regiões de origem, de elos culturais, mas também favorece a consciência de pertencimento a uma nova configuração sócio-cultural. É significativo que o pitagoreismo, de tanta mportância para os estudos musicais e da música em edifícios globais de concepções, tenha-se desenvolvido na esfera colonial.
Um outro complexo temático considerado com especial atenção foi o da época dos Descobrimentos. Portugueses e espanhóis construíram bases comerciais e fortalezas em África, Ásia e América, sob cuja proteção desenvolveram-se povoações e rêdes de contatos. Também aqui a música – música militar, música sacra, música para atos representativos e folguedos populares – desempenhou um papel da maior importância. Através da prática musical local e do cultivo de jogos, danças e cortejos marcados por representações simbólicas, foram desencadeados processos culturais que moldaram a vida de populações de várias partes do mundo durante séculos.
Não se esqueceu, também, que empresas comerciais holandesas e inglesas assumiram a supremacia até então de portugueses e espanhóis, determinando a história colonial em muitas regiões do globo. Também elas introduziram, - ainda que com outras características -, a música de igreja, agora a reformada, a música militar e práticas de música doméstica que, paralelamente ou interagindo com a vida musical local, moldaram a história da música de sociedades coloniais como na Indonésia ou África do Sul.
Não se deixou de considerar também o papel dos franceses na história das colonizações. Embora o estabelecimento dos franceses no Novo Mundo tenham inicialmente falhado, foram bem sucedidos em diferentes regiões e, consequentemente, também deixaram marcas nas suas possessões coloniais. Testemunhos de uma época tardia são os edifícios representativos, como a casa de ópera de Hanói, mas também bandas militares e escolas de música não só na antiga Indochina como em outras regiões do globo. Não se pode também esquecer que territórios e ilhas de continuentes não-europeus continuam vinculadas à França, constituindo departamentos ultramarinos, como a Nova Caledônia.
Para a maioria dos países americanos, a era colonial terminou oficialmente com a independência política no século XIX. Ainda hoje, regiões da América Latina pertencem a países europeus, como a Guiana Francesa, Guadalupe, Martinica, Aruba, Curação e outras ilhas caribenhas.
Os estudos históricos de vários países americanos que se emanciparam são marcados singularmente por uma valorização da arquitetura, arte e da música da época colonial. Esse interesse pelo passado mais remoto, que não deixa de ser paradoxal, é objeto de uma atenção por vezes mais intensa do que aquele que se dispensa a desenvolvimentos que se seguiram à independência das respectivas nações.
Mesmo após a independência política, os europeus continuaram a chegar a vários países das Américas, em ações dirigidas, oficiais ou não, atraídos pela propaganda colonial, aliciados por empresas recrutadoras ou por livre decisões. Receberam terras, formaram colonias e expulsaram a população indígena dos seus territórios, afastando-a ou exterminando-a. A história colonial de muitas regiões é escurecida pelas sombras desses crimes. A história da emigração e da imigração nos séculos XIX e XX está intimamente ligada à história da colonização de regiões antes cobertas por florestas.
A saída de imigrados de regiões rurais para as cidades em desenvolvimento industrial marcaram cidades sob o ponto de vista urbano., entre outros com o surgimento de bairros operários. Também nestas regiões, povoações e cidades foram mantidas as tradições musicais de contextos europeus de origens, práticas musicais tradicionais, constituiram-se coros, grupos de música e dança, fundando-se escolas de música. Esta história é lembrada em museus coloniais em muitos lugares e o colonial é celebrado em monumentos e estudado. A idealização do passado colonial marca imagens locais.
Não só os europeus fundaram colonias em outros continentes ou marcaram a vida cultural e musical de espaços urbanos e bairros, mas também chineses, árabes, sírio-libaneses ou indianos. A história dos processos coloniais é complexa e marcada fundamentalmente por diversidade, o que deve ser considerado nos estudos voltados ao papel da música nelas desempenhado.
Índia nos estudos coloniais e o Post-Colonialism
A Índia surge como a referência mais importante para estudos conduzidos pelo conceito do Post Colonialism, o que se constata na literatura. As últimas décadas do século XX foram marcadas pelo fim do Império Britânico e pela descolonização em muitas regiões da Ásia e de África, acompanhadas por guerras devastadoras, convulsões, fugas e emigrações, também aquelas de retorno de populações de ascendência européia. A vida cultural e musical colonial entrou em colapso em muitos lugares, clubes de música foram dissolvidos e novas instituições surgiram.
Um acontecimento chave nesta história do século XX é a independência da Índia, que trouxe consigo mudanças fundamentais na política e na cultura ao romper com o domínio britânico. As instituições musicais britânicas - incluindo o setor militar - foram em parte desmanteladas, as relações musicais com centros na Grã-Bretanha enfraquecidas e as instituições indianas foram fortalecidas, mantendo-se porém muitos traços e instituições da presença britânica.
Também em outros contextos discute-se o legado dos tempos coloniais, as suas consequências e os problemas resultantes, o que se revela nos intuitos de superação de padrões educativos coloniais, também no que diz respeito a repertórios, à criação musical e ao ensino.
A anexação por parte da Índia de Goa, Damão e Diu da antiga Índia Portuguesa em 1962 marcou o início do processo de descolonização dos territórios de língua portuguesa ultramarinos. As guerras na África marcaram a história cultural mais recente de Portugal e de países como Angoia. A imigração de residentes europeus emigrados dessas antigas regiões para o Brasil foi um dos fatores que levaram à tomada de consciência da necessidade de uma revisão de perspectivas no mundo de língua portuguesa também sob o aspecto dos estudos musicais em fins da década de 1960.
O Post Colonialism como campo de pesquisa está estreitamente vinculado ao nome do teórico literato americano Edward William Said (1935-2003). Os estudos pós-coloniais foram marcados por seu livro Orientalismo, publicado em 1978. Suas idéias foram desenvolvidas sob vários aspectos em publicações de outros intelectuais, entre êles Homi K. Bhabha, Gayatri Chakravorty Spivak e John Esposito, entre outros. Esses estudos estabeleceram-se em diversas universidades e centros de estudos, especialmente em países anglófonos.
Uma vez que a área dos estudos pós-coloniais é significativamente influenciada por questões, interpretações e modelos teóricos do mundo de língua inglesa, a aplicação dos seus modelos de pensamento e práticas em contextos culturais não anglófonos exige reflexões. A discussão pós-colonial desencadeada por esses intelectuais fornece importantes subsídios à reflexão para estudos culturais voltados a outros contextos, o que não significa, porém, que essa recepção não deva ser acompanhada por reexames.
Orientalismo e a perspectiva de paises lusófonos
A crítica à construção Oriente/Ocidente traz à consciência a necessidade de uma mais atenta consideração do significado da divisão do mundo em Oriente e Ocidente como esferas de influência de Portugal e Espanha que marcou o início de processos globais da era moderna. O Oriente coube a Portugal, o que desencadeou processos na Índia, no Sudeste Asiático, nas Ilhas Malaias e no Extremo Oriente, no contexto dos quais o Brasil foi descoberto. Para os estudos culturais e a discussão do probleme do pós-colonialismo, as relações Oriente/Ocidente, no caso de regiões alcançadas na época dos Descobrimentos, devem ser em princípio conduzida antes sob a perspectiva de um posicionamento lusófono e não anglófono.
As colonizações alemãs na América Latina, que remontam ao século XIX, requerem especiais reflexões conceituais e historiográficas. Na visão geralmente aceita de periodização histórica, que se baseia em dados da história política, o período colonial refere-se à época que precede a independência, alcançada na maioria dos casos no século XIX. Em considerações culturais e, em particular, histórico-musicais, esta periodização levou à concepção de música colonial definida segundo essas concepções periodizadoras da história política. Este termo - música colonial - foi e é muitas vezes indiferenciadamente associado ao Barroco.
Já em 1970, no Festival Barroco realizado pelo movimento Nova Difusão e pelo Departamento de Cultura de São Paulo, considerou-se a necessidade de revisões de concepções do barroco e do colonial no sentido de superação de modos de pensar segundo delimitações de periodizações históricas, por assim dizer em compartimentos, dirigindo-se a atenção a processos ultrapassadores de linhas divisórias de períodos e fases.
Em 1973, uma viagem de observação e estudo a áreas do Sul do Brasil colonizadas no século XIX dirigiu a atenção mais intensamente um outro complexo de questões. O termo colonial para as colonizações de imigrantes europeus que ocorreram principalmente após a independência dos países latino-americanos diferencia-se do seu emprêgo em periodizações segundo datas políticas.
O termo colonial nesse contexto traz à consciência a continuidade de processos coloniais, ao colonialismo como processo. Também esse uso levanta questões e revela singulares paradoxias e ambivalências. Assim, enquanto o colonialismo é considerado sobretudo de forma crítica e negativa no debate acadêmico, as cidades e regiões de passado colonial, como no sul do Brasil, revelam visões antes positivas, o que se manifesta na sua valorização sob diversos aspectos, entre êles de expressões culturais, artísticas e musicais, servindo até mesmo para fins de marketing e turismo.
Problemas de pesquisa sobre o tema pós-colonialismo/identidade cultural/imigração e estudos pós-coloniais de influência anglófona nos estudos culturais e musicais, bem como na educação musical e artística na América Latina foram discutidos em diversas ocasiões nas últimas décadas. A transferência de Hong Kong para a China em 1996, seguida pela transferência de Macau, trouxe consigo um interesse crescente pelos estudos pós-coloniais na esfera da língua portuguesa no final do século XX.
Nas sessões do Congresso Internacional de Estudos Euro-Brasileiros, em 2002, constatou-se e discutiu-se a manutenção ou recuperação de práticas musicais, danças e trajes tradicionais, de reconstruções a partir de tradições ou de informações obtidas da literatura alemã, até mesmo, de forma singular, através de publicações da antiga República Democrática Alemã (DDR). Este desenvolvimento levanta questões referentes a processos integrativos de descendentes já de muitas gerações dos primeiros colonos. Estas são questões que dizem respeito a processos de assimilação, permanência, diferenciação, construção de imagens também so o aspecto de suas implicações políticas.
O desenvolvimento de uma metodologia transdisciplinar na análise dos processos relacionados com conceitos nos estudos coloniais surge como complexo, mas não parece ser impossível. A utilização do mesmo vocabulário nas suas diversas contextualizações culturais e epocais não significa que as concepções e as abordagem sejam as mesmas. É precisamente na discussão interdisciplinar, marcada por reflexões teóricas, que se torna evidente a necessidade de se levar em conta os condicionamentos culturais dos próprios pesquisadores e de redes de difusão de correntes de pensamento. Ou seja: a necessidade da condução de estudos culturais em estreito relacionamento com aqueles da própria pesquisa (science of science), o que é objetivo da Academia Brasil-Europa.
Leituras introdutórias
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Bispo, A.A. „Musikwissenschaftliche Forschung, Kulturgeschichte und Didaktik identifikatorischer Formungsprozesse.“ Kongreßbericht (...). Colonia: Akademie für Kultur- und Wissenschaftswissenschaft, 2003, 55 ss.
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Textos comentados (seleção)
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Bhabha, Homi K. „Of Mimicry and Men: The Ambivalence of Colonial Discourse“ October 28 (1984), 1 25-33
Blacking, John. Music, Culture, & Experience: Selected Papers of Bruno Nettl. Chicago
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Texto básico discutido em grupo
Daniel Barenboim und Edward W. Said, Parallelen und Paradoxien über Musik und Gesellschaf. Ara Guzelimian, A. (Ed. Trad. de B.Wolf.) Berlim: Berlin Verlag 2004 (1.ed.) New York 2002) (Parallels and Paradoxies: New York: Pantheon 2002)
Sessões de debates
Identidades e interpretações nacionais
Partitura e texto literário
Arte, política e instituições. professores e modelos
Wagner e o nacional-socialismo
Autenticidade. Interpretações de letras e músicas
Conexões sociais da música
Trabalhos que se salientaram
Suzanne-Blanche Boldt. Musikforschung und Kolonialprozesse - Erste Quellen und Deutungsprobleme
Sabrina Metwaly. Exotismus und Kolonialismus am Beispiel ägyptischer Musikkultur. Die Musikkultur der Moderne in Ägypten und transkulturelle Entwicklungen am Beispiel Mohamed Mounirs
Redação: Grupo redatorial do ISMPS
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